MÍDIA

 

Na reportagem do Valor Investe, a professora Simone Deos, professora do Instituto de Economia da Unicamp, analisa a retirada gradual da antecipação da restituição do Imposto de Renda da oferta dos grandes bancos. A prática, que permitia ao contribuinte receber antes o valor a ser restituído mediante cobrança de juros, perde espaço em um contexto de mudanças no calendário de pagamentos e maior previsibilidade na liberação dos lotes pela Receita Federal.

Segundo Deos, a redução desse tipo de produto está associada à diminuição da atratividade financeira da operação para os bancos, já que a antecipação depende de margens que se tornam menores quando o intervalo entre a declaração e o pagamento da restituição encurta. Além disso, ela aponta que o próprio desenho recente do sistema de restituições — com pagamentos mais rápidos e concentrados — reduz a demanda por crédito desse tipo, tornando a operação menos relevante tanto para instituições financeiras quanto para clientes.

A professora também indica que esse movimento reflete uma reconfiguração do mercado de crédito de curto prazo, no qual produtos muito dependentes de sazonalidade tendem a perder espaço diante de alternativas mais amplas e contínuas de financiamento ao consumidor.

 

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Antecipação da restituição do IR some do cardápio dos grandes bancos